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15/02/2004 20:53
Show do Stanley Jordan

A música é parte fundamental na vida de praticamente todo ser humano. Ela deve ser capaz de despertar as mais variadas emoções, suscitar reflexões e extravasar sentimentos, proporcionando um prazer especial provocado peculiarmente pelas manifestações artísticas. O show do guitarrista americano Stanley Jordan constituiu-se numa excelente mistura de todos esses elementos, propiciando a seus expectadores momentos de uma beleza única.
Durante a apresentação, foi mostrado um repertório variado de músicas. Desde alguns clássicos da carreira do guitarrista como Returning Expedition, passando por músicas eruditas como o 4o. movimento do Conceerto paara piano e orquestra de Mozart e uma música de Debussy. Além disso, houve uma homenagem à musica brasileira, da qual Jordan declarou ser grande admirador, como as músicas “Partido Alto” e “Insensatez”
Sem dúvida que a apresentação de músicas nacionais foi um dos pontos altos do show, destacando-se o dueto entre a guitarra e o acordeon durante a música “Insensatez” como um dos momentos mais emocionantes do mesmo. O show foi uma fartura de emoção, sentimento e musicalidade (cheguei a ter três êxtases estéticos em uma única música). Era nítido o prazer que o guitarrista estava sentindo enquanto tocava, e essa felicidade transbordava para o público. Mas ele também impressionou no quesito técnica. Stanley Jordan possuía uma velocidade invejável, aliada a um bom domínio de técnicas e escalas e um repertório de frases bastante criativo. Além disso, seu estilo de tocar é bastante inusitado; ele usa as duas mãos no braço, tocando a guitarra como se ela fosse um piano. (two handed tapping). Para que isso seja possível, a guitarra usada por ele tem uma série de modificações, a fim de que ele possa manter o equilíbrio da mesma; além disso, é uma guitarra personalizada, isto é, feita de encomenda para ele. Uma das poucas críticas que eu ouvi sobre o show foi relativa a um certo desnível entre ele e os outros músicos (não me julgo com conhecimento o suficiente para avaliar essa crítica) e o excesso de espaço dado aos mesmos durante a apresentação, mas, embora concorde que a presença da banda não fosse absolutamente necessária, ela deixou o show ainda mais interessante.
Ao término do show, comprei um CD do Stanley Jordan e consegui um autógrafo dele (obrigado, Damásio, pelo lugar na fila!), cumprimentando o guitarrista pessoalmente (fiquei muito tímido para dizer qualquer coisa, mas apertei a mão dele). Pena que não deu pra tirar uma foto! Mesmo assim, foi um grande final para uma grande noite.

enviada por fastasma na neblina






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